Governo anuncia financiamento de salário de trabalhador de pequenas e médias empresas

Em anúncio nesta sexta-feira (27), o Governo Federal possibilitará uma linha de crédito emergencial para pequenos e médios empresários financiarem pagamento de salários pelo período de dois meses. O valor será limitado a dois salários mínimos por funcionário e empresas beneficiadas não poderão fazer demissões no período.

Anunciado pelo presidente da República Jair Bolsonaro e pelo presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, o programa vai disponibilizar no máximo R$ 20 bilhões por mês, ou seja, R$ 40 bilhões em dois meses, e será operacionalizado pelo BNDES. O juro serão os mesmos 3,75% da Selic, sem spread. A linha de crédito contemplará empresas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões/ano, que terão seis meses de carência e poderão efetuar pagamento em até 36 meses. Os valores irão direto para os funcionários.

Segundo análise do economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, o varejo é um setor intensivo em mão de obra, de modo que a folha de pagamentos exerce um peso relevante sobre os custos dos lojistas. “A ideia é ajudar na proteção dos empregos das firmas de menor porte, mais expostas às fragilidades decorrentes da forte queda de demanda provocada pelas medidas de restrição ao fluxo de pessoas. O custo, dado apenas pela Taxa SELIC (3,75% ao ano), ou seja, sem o spread bancário, além do período de carência, são importantes para ajudar na administração do fluxo de caixa dos empresários nesse momento difícil. Espero que a burocracia de acesso às linhas seja a mínima possível, dada a urgência da situação”, detalhou o especialista.

A operacionalização da linha de crédito para folha de pagamento de pequenas e médias empresas será feita em conjunto pelo Tesouro Nacional, BNDES, Bando do Brasil, bancos privados e o Banco Central.

As microempresas terão medidas específicas em breve, assim como o setor informal, que poderá receber auxílio emergencial por três meses. O benefício para os profissionais não formais, intitulado “coronavoucher”, será no valor de R$ 600 e, para isso, precisa comprovação de ter renda familiar mensal de até três salários mínimos. O voucher pretende atender mais de 24 milhões de trabalhadores, segundo cálculos do Governo Federal e precisa ser aprovado pelo Senado para entrar em vigor.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães também comunicou a redução do juro do cheque especial para 2,9% ao mês e a redução do juro do rotativo do cartão do crédito: de 7,7% para 2,9% ao mês – para pagamento em 36 meses.

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A CDL Porto Alegre reafirma seu compromisso em acolher as necessidades dos varejistas, auxiliando-os a transpor os entraves da disseminação do coronavírus. A Entidade tem a convicção de que a unidade do setor fará grande diferença neste momento tão delicado e de apreensão para todos. Com a atenção e a disponibilidade de cada empresário, para fazer a sua parte, o setor sairá ainda mais forte desta crise.

Fonte: https://www.cdlpoa.com.br/blog

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