Inflação para o consumidor recua na primeira semana de março

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) apresentou variação de 0,13% na primeira semana de março. O resultado foi 0,04 ponto percentual inferior ao registrado na semana anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (08) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Transportes (1,11% para 0,90%). Nessa classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de 1,85% para 1,38%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação (-0,05% para -0,23%), Habitação (0,19% para 0,15%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,40% para 0,37%) e Despesas Diversas (0,20% para 0,18%).

Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens passagem aérea (-3,50% para -6,53%), tarifa de eletricidade residencial (0,95% para 0,75%), perfume (-0,47% para -0,78%) e cartório (0,48% para 0,31%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos Vestuário (-0,76% para -0,49%), Comunicação (-0,21% para -0,04%) e Alimentação (-0,29% para -0,28%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nessas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens roupas (-0,76% para -0,40%), mensalidade para TV por assinatura (-1,91% para -0,11%) e aves e ovos (-0,76% para -0,37%).

Indicador Antecedente de Emprego

O IAEmp (Indicador Antecedente de Emprego), da Fundação Getulio Vargas, avançou 1,9 ponto em fevereiro, atingindo 109,6 pontos, o maior nível da série histórica, sinalizando um possível cenário de aceleração no ritmo de recuperação do mercado de trabalho nos próximos meses.

“O otimismo com o maior crescimento da economia ao longo deste ano e a perspectiva de uma maior contratação ao longo de 2018 explicam o elevado nível do Indicador Antecedente de Emprego”, afirmou Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista da FGV.

No mês de fevereiro, o ICD (Indicador Coincidente de Desemprego) permaneceu relativamente estável, com variação de 0,4 ponto, alcançando 97,1 pontos. Mesmo com o resultado positivo, o indicador, em termos de média móvel trimestral, se mantém em queda.

“Apesar da perspectiva de melhora futura, da criação de vagas e da expectativa de forte geração de empregos formais em 2018, a taxa de desemprego permanece em nível elevado. O ICD reflete a elevada taxa de desemprego do País. Apesar da geração de vagas, a expectativa é de que a taxa de desemprego permaneça em níveis elevados”,explicou Barbosa Filho.

O avanço do IAEmp no mês é resultado da alta de seis dos sete indicadores que o compõem, com destaque para os que medem a situação dos negócios atual no setor de Serviços e da Indústria de Transformação, com variações na margem de 4,9 e 4,4 pontos, respectivamente.

O resultado positivo do ICD foi influenciado majoritariamente por uma melhora das avaliações dos consumidores com renda familiar mensal entre R$ 2.100 e R$ 4.800, cujo Indicador de Emprego (invertido) subiu 3,1 pontos.

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